quinta-feira, 6 de abril de 2006

Poemas da Primavera

A FONTE
.
Com voz nascente a fonte nos convida
A renascermos incessantemente
Na luz do antigo sol nu e recente
E no sussurro da noite primitiva.

Sophia de Mello Breyner

GLÓRIA
.
Depois do Inverno, morte figurada,
A primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores.

Miguel Torga


Olhos postos na terra, tu virás
no ritmo da própria primavera,
e como as flores e os animais
abrirás as mãos de quem te espera.

Eugénio de Andrade


ANUNCIAÇÃO

Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.

Miguel Torga


FLORES

Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.

Sophia de Mello Breyner


Das QUADRAS AO GOSTO POPULAR

i
Tome lá, minha menina,
O ramalhete que fiz.
Cada flor é pequenina,
Mas tudo junto é feliz.
ii
Teu vestido, porque é teu,
Não é de cetim nem chita.
É de sermos tu e eu
e de tu seres bonita.
iii
Andorinha que vais alta,
Porque não me vens trazer
Qualquer coisa que me falta
E que te não sei dizer?
iv
Água que passa e canta
É água que faz dormir...
Sonhar é coisa que encanta,
Pensar é já não sentir.

Fernando Pessoa


COMO O RUMOR

Como o rumor do mar dentro dum búzio
O divino sussurra no universo
Algo emerge: primordial projecto.

Sophia de Mello Breyner




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Carnaval Criança

Olhares perdidos
No meio da multidão
Quase um sono mostrado nas faces
Pintadas retratam o que a vida esconde!

Esconde maus tratos
Mas é Carnaval
Tudo se mistura

No asfalto pintado
De confete e serpentinas
De pierrôs e colombinas
Desce o morro
É Carnaval!

Criança não lamenta
Tem o enredo decorado
Traz nos trejeitos
Sua escola de samba preferida
Se acha importante
Porque é Carnaval!

Criança não sofre
Não deixa amores
Amanhã é cinza,
Seu coração não feriu
Só assistiu mais um Carnaval!


De: Rosa Cândida

domingo, 12 de fevereiro de 2006

6º ano: A Dança do D

No dia, na data,
Da dança do D,
Dançar, muito agrada,
E toda a gente se vê.

Foram convidadas para a dança,
Muitas letras do abecedário,
E assim começa a dança:
Passo para a direita, passo para a esquerda,
Roda, roda, roda, sem parar,
E um passo para trás,
Até que zás, catrapás,
Cairam todas no chão,
Misturando-se,
Formando palavras:
Dado, dardo,
Deliciosa, delicadeza,
Deserto, desarrumado,
Dália, doninha,
Dedo, etc.
No que deu as palavras da dança do D.

No dia, na data,
Da dança do D,
Tanto bailam, tanto bailam,
catrapus acabam no chão.

Rita Guerreiro

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Amar...Gostar...Adorar...

*Pense na sua flor/planta favorita e leia o que se segue:

Rosa - Sê meu amigo.
Dália - Tens bom gosto.
Zínia - Penso em ti.

Margarida -
Concordo contigo.

Ranúnculo -
És infantil.

Pervinca -
O início de uma amizade.

Centáurea -
És delicado.
Feto - Sou sicero.

Madressilva -
És uma doçura.

Íris - Tenho uma mensagem para ti.
Lavanda - serei verdadeiro.
Flor de Laranjeira - A tua pureza é igual ao teu encanto.
Cravo - És perfeito.

Gardénia -
Amo-te em segredo.
Rosa vermelha - AMO-TE









domingo, 5 de fevereiro de 2006

Parte II

Versos Soltos:

Olho para a noite escura,
Sinto cá dentro alguma ternura,
As estrelas no céu,
Brilham como um véu,
Eu posso sonhar,
no que posso acreditar,
Eu posso voar,
Sem deixar o fim chegar.


Da autoria de: Rita Guerreiro

Parte I

Versos Soltos:

Vou dar um fruto de cor,
A quem perdeu a flor.

Vais onde vais, não sei onde mas
vais.

É ele, aquele!
Mas o que é que queria dele?
Um homem com mente,
Que não mente,
Que seja contente.

Com sol não se usa cachecol,

Nem na música o ré senixemol,
Sol é uma estrela,
Brilhante e bela,
Que ilumina toda a Terra,
Pensada nela.

O sol espalha o encanto,
Em cada canto,
Enquanto eu canto.

Da autoria de: Rita Guerreiro

domingo, 22 de janeiro de 2006

Estuário do Sado

National Geographic
Os segredos da nossa cultura geográfica

Salvar o que resta.

Desde 1986, o número de golfinhos do Sado tem vindo a diminuir. Este ano, a bióloga Raquel Gaspar estima que a população envelhecida não junte mais de 30 animais. Sem medidas de conservação nos próximos anos, o destino mais provável é a extinção.



Com a costa da Arrábida, a cidade de Setúbal e o complexo turístico de Tróia como pano de fundo, os golfinhos nadam à procura de alimento. Com ameaças crescentes neste estuário tão disputado, o futuro dos golfinhos do Sado afigura-se sombrio sem uma acção concertada de conservação.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

" A Lua não está venda "

De Alice Vieira

Só agora comecei a ler este livro. Mas acho-o muito interessante! É sobre a vida num café chamado "Lua Cheia" da Sr.ª Estrela que conta a história de cada pessoa que lá vai(com muitos promenores), porque para quem trabalha num café "O Mundo é Pequeno".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Como tudo começou:

Tudo começou numa aula de Matemática, no dia 16.1.2006, estava a professora Teresa Marques a explicar ao André, como se fazia não sei o quê...e eu fui perguntar à professora como se fazia um blog!
A professora explicou-me, e também me disse a importância de fazer um blog e a de publicar coisas importantes no mesmo.

Obrigado Professora Teresa Marques por me ter dado incentivo, para fazer o meu blog!!!

O íncrivel Pi:

Aqui vais ver e descobrir mais coisas sobre o pi, e os seus digitos.

http://www.joyofpi.com

Já agora aproveita para celebrar o dia do Pi a 14 de Março!

Trava-língua:

Cada Um

Cada um, vai à casa de cada um,
Porque cada um, quer que cada um vá à casa de cada um,
Se cada um, não quisesse que cada um fosse à casa de cada um,
Então cada um não iria à casa de cada um,
Mas como cada um, quer que cada um vá à casa de cada um,
Então cada um vai à casa de cada um!